Azulejo, que história!
- Lidia Amarante

- May 29, 2020
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É impossível pensar na arte azulejar sem pensar na história que está por trás de cada traço que lhe deu origem ou na finalidade com que foi criado.
Desde a época que foi trazido para Península Ibérica pelos árabes aquando a conquista já com a finalidade de ornamentar as paredes dos seus palácios, levou a que os nossos artesãos e os espanhóis renderam-se e pegassem na técnica mourisca, simplificando-a e adaptadando-a os padrões ao gosto ocidental.
Em 1560, sugiram em Lisboa, oficinas de olaria que produziam azulejos segundo a técnica de faiança, importada de Itália. Para revestir as paredes de palácios e Igrejas. . Tendo os Portugueses utilizados os primeiros exemplares que datam os finais do século XV.
A originalidade da utilização do azulejo em Portugal e o diálogo que estabelece com as outras artes, fez do Azulejo Português um caso único no mundo.
Os grandes painéis que revestem paredes tiveram e os que actualmente são produzidos têm como fonte de inspiração as artes decorativas, dos têxteis, da ourivesaria, das gravuras e das viagens dos portugueses ao oriente ou de locais e sítios de alguma formam marca quem os pinta, composições cenográficas com motivos geométricos, temáticas figurativas e vegetalistas de uma fauna e flora exóticas, episódios históricos, a cenas do quotidiano, religiosas, mitológicas e até algumas sátiras, painéis contam por vezes a história da família e até da sua ascensão social dependendo muito de quem produz e quem o encomenda e está ligado sem dúvida a era e época em que foi e é produzido, existindo sempre uma preocupação em inovar.
A partir do século XIX, o azulejo ganha uma maior visibilidade, sai dos palácios e das igrejas para as fachadas dos edifícios, numa estreita relação com a Arquitectura. Actualmente vai ao encontro da população e é possível ver azulejo entra nas estações de caminho de ferro e metro que nos leva a deter e ler ou pensar na imagem que vimos e identificar algo que nos liga a fatos históricos, figuras ilustres ou frases em que ficamos a reflectir sobre a sua importância.
O azulejo é uma das marcas mais distintivas daquilo que é a cultura portuguesa.








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