De visitante a visitada
- Lidia Amarante

- Dec 24, 2022
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Outros natais, não tão longínquos como parece mas que em pouco tempo se modificaram, diria quase sem dar por isso.
Muitos foram os que ansiava que chegasse 23 de dezembro para poder rumar até Braga, ser recebida com beijos, abraços e um sorriso ansioso de quem a família aguarda. Ver o pinheiro de Natal, enfeitado de modo simples, em que a neve não era mais que um pouco de algodão desfiado e a seus pés um presépio de poucas peças mas todos os anos diferentes e arranjado com muito amor, para a delicia de montar a arvore e o presépio, preparar a consoada e ansiar pela chegada da família para aguardar juntos festejar o renascer do Natal em nós
Ansiar pelo dia 24, dia em que os pais ultimavam as compras, sentávamos na cama com a avó a contar a “historinha das calças azuis” para nosso desespero porque durava horas, para o preparar e deixar tudo pronto, é sentar no chão, brincar e contar histórias.
A noite da consoada em que não sendo muitos mas alguns que se juntavam á mesa para a consoada, a sala ficava cheia de alegria e conversas cruzadas, em que não faltavam as rabanadas, formigos, jerimus, letria, bolo rei, geleia e Jeropiga, agora já sem formigos, letria e jerimus mas com arroz doce broas e coscorões, não somos os mesmos, já não visito, aguardo os que chegam e me vem visitar e continuando a não sermos muitos, somos sempre alguns que se juntam e vivem a noite mágica juntos.
Fica a lembrança doce do sapatinho na chaminé para a delícia dos que chegam, seja por um, dois ou mais dias e no calor de seus braços e coração vêm abraçar o Natal connosco.
A todos votos de um Feliz Natal!








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