Velhos são os trapos
- Lidia Amarante

- Nov 21, 2024
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Mais um fim de semana a fervilhar de atividades, envoltas em trapos eu e a minha neta concentrámo-nos em cortar tiras e preparar retalhos para a construção de uma coroa de Natal.
Enquanto se procedia à seleção e corte muitas foram as questões que iam surgindo, sendo as principais a origem do retalho e porque ainda guardava trapos cuja origem e utilidade já estava instinto como os “dinossauros”.
Parei um pouco e lembrei-me do livro a Manta de Isabel Minhós Martins e Yara Kono, sugeri ouvirmos a história (https://youtu.be/YSRXgtdmrAQ?si=_jnQhJwZKHRNY8sF) e conversarmos um pouco sobre o assunto, acabando por ir buscar um pequeno taleigo que a minha avó me ofereceu, explicando-lhe que cada retalho, de diferentes origens, foi cozido à mão a outro até que o tamanho fosse suficiente para a construção do saco.
A medida que a coroa foi ganhando forma através das suas mãos prendi-me um pouco em pensamento e na dificuldade que tenho em me desprender de “trapos” velhos pela forma emotiva que carrega e através do upcycling teimo em transformar para que a história passe de geração em geração.
Quando termino um trabalho como quando juntei uma manta que aconchegou a mãe e um fragmento da colcha que cobria o pai nos seus passeios, dando origem a uma nova manta que irá embalar um novo ser e a quem fica o sentimento de missão cumprida bem sucedida e a gratidão ás palavras da minha avó que que me faz abraçar este projeto: velhos são os trapos e até esses na sua maioria são uteis.











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