Sinto-me a afogar no Natal…
- Lidia Amarante

- May 29, 2020
- 2 min read
Onde para o Natal? Não sei… sinto-me perdida no meio de tanta publicidade, oferta, correria e demais acontecimentos em volta do que para mim é uma das festividades mais bonitas e sentidas do ano
As vilas, cidades, aldeias Natal multiplicam-se, convida-se, apela-se, sugere-se visitas a locais para grandes diversões, tais como: ver renas, andar de trenó, patinar no gelo, chegada com pedido de desejos e fotos com o Pai Natal, fabrica de doerdes, criação de neve real em locais que nunca Neva e… uma panóplia de actividades para 30 dias que prometem criar e estimular a imaginação e criatividade de quem participa.
Já para não falar dos jantares e almoços de Natal que se multiplicam e sob o qual muitas vezes não passam de um armistício de paz por algumas horas de quem de gladia durante um ano inteiro, não podemos esquecer que estamos em época de perdão e paz.
Sinto que estou a ficar um pouco cansada e cínica em volta de todo este excesso de consumismo daquilo que considero ser um momento de renascimento pessoal.
Onde para o Natal em família e com amigos, vizinhos ou demais que se juntam para comemorar a natividade?
Que bom é estar em casa e sentir o que os meus filhos designam como o cheiro e as conversas de Natal.
Preciso do que designo os cheiros do Natal, o cheiro da comida, dos doces dos fritos que se faz de forma partilhada e com gargalhadas e arrufos pelo meio. Dos jogos de tabuleiro, dos puzzles, das conversas, histórias á mesa e danças de roda em redor do tronco de Natal na rua com a comunidade enquanto se vai petiscando aqui e ali De ver as crianças a abrir abrir os presentes sem estar dependente destes e de que a hora chegue logo, porque enquanto graúdos e miúdos compartilham experiências, histórias e brincadeira o tempo passa sem que nos apercebamos das horas ou estejamos marcados pela ansiedade.
Prefiro economizar e se conseguir ir um dia ao Polo Norte em busca do pai Natal, ou aos países do Norte ver as renas no seu habitat Natural. Ir á serra da Estrela ver nevar e andar de trenó, viver a minha cidade como ela é se queremos ringues de patinagem porque não criar este espaço de durante todo o período de inverno para que as famílias se possam divertir quando lhes aprouver e não só pelo Natal
Pode parecer egoísta e descabido mas deixem-me viver o Natal!






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