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Entrelaçados, não é o filme, é o fio.

  • Writer: Lidia Amarante
    Lidia Amarante
  • May 29, 2020
  • 1 min read

Tac, Tac, Tac…ouço o bater do linho com a maça, observo a maceira e a cardadeira, detenho-me a olhar o fiar do fio na roca até a maçaroca ficar no fuso e perco-me a vê-la ir para o sarilho onde se irá transformar em meada que entrará depois na barrela e será colocada ao sol para corar.


Recebo a meada pronta a utilizar e em vez da dobadeira peço ajuda manual e entre conversas formo novelos que se juntam a outros a aguardar pela urdideira.


Um dia paro, escolho o fio (linho, estopa, algodão ou lâ) e urdo, formo a teia que será colocada no tear de acordo com o esquema que escolher, o tear ganha vida e começa-se a ouvir o seu som ritmado á medida que o fio vai passando pela teia e entrelaça-se e dando textura a um novo pano.


Sei que olharei o pano e imagino uma panóplia diversificada de peças que poderei produzir, ganharei coragem e o produto final acontecerá.




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