Uma manhã de sábado em cheio
- Lidia Amarante

- Oct 25, 2020
- 2 min read
Sem pensar bem e como, deixando-me guiar pelo impulso, pela curiosidade e a vontade de saber sempre um pouco mais, acabei a fazer uma formação online de feltragem molhada, ou seja feltragem com água e sabão.
A feltragem é uma técnica muito antiga e quotidiana que não se consegue definir a sua origem, no entanto há quem defenda que tem cerca de 6300 anos com origem na Asia e muito praticada entre os povos nómades, mantém-se quase inalterado, presente e praticado até aos dias de hoje em inúmeras culturas.
Através desta prática produz-se tecido não tecido, o feltro, ainda muito utilizado em tapetes, mantas, calçado, vestuário, abrigos, chapéus, e diversos artefactos. Haja criatividade.
O que pensei ser um processo fácil, verificou-se complicado. Não é difícil confesso, é necessário um pouco de força e resistência, para que as fibras naturais da lã quando lubrificadas com água e sabão sejam friccionadas até que se unam e ganhem uma consistência pastosa que, no ponto se transforma em feltro.
Sempre pensei neste processo como a união de duas lãs cardadas, e aqui foi o meu erro, quando chegou a altura de preparar o material, eu que não me aproximo de currais de ovelhas, nem consigo degustar a “bela da chanfana”, porque só cheiro me vira o estomago, deparo-me com lã de merino, tosquiada, ainda cheia de gordura e impurezas, pensei, vou guardar tudo e desistir, mas e existe sempre um mas que me faz dar a volta e desistir não é o meu lema, entre mau estar, algumas ansias e correntes de ar, abri a casa toda, consegui dar a volta á situação e lá misturei a lã de merino com lã cardada, lubrifiquei, ensaboei e friccionei, fiz força, demorei bem mais que os meus colegas, mas consegui chegar ao fim e atingir o objetivo, aprender a feltrar.
Não ficou perfeito, poderia estar bem melhor, não sei se voltarei a fazer, mas adoro o resultado.
O que acham?
Talvez seja melhor aprender e praticar feltragem a seco :-)



















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