top of page

Ainda os “Colaço”

  • Writer: Lidia Amarante
    Lidia Amarante
  • May 29, 2020
  • 2 min read

Altura em que se comemora os 150 anos de nascimento de Jorge Rey Colaço, não poderia deixar sem prestar a minha singela homenagem a um homem que foi um dos ilustre da cerâmica portuguesa.


Jorge Colaço nasceu em Tanger a 26 de Fevereiro de 1862 e faleceu a 23 de Agosto de 1942, no alto do Lagoal em Caxias.

Filho do diplomata e pintor Jorge José Colaço, cedo descobriu o seu gosto pelas artes, tendo efectuado a sua formação na área em Madrid e Paris.

Ao longo da sua vida artística participou em inúmeras exposições em Portugal e no estrangeiro tendo obtido numerosos prémios e distinções diversas.

Muitas são as “vozes” que dizem que Jorge Colaço “cultivou o desenho” e sob o qual concordo, dada toda a característica, técnica e mensagem que nos deixa através das suas obras e tendo sido o Pioneiro do desenho gráfico em Portugal cujas obras eram publicadas em A Revista, no semanário Branco e Negro, no Comercio do Porto Ilustrado e no Diário de Noticias Ilustrado.

Colaço, artista multifacetado, exímio desenhador, Pintor, caricaturista e decorador, foi na azulejaria por gosto pessoal que mais se notabilizou, introduziu novas técnicas e processos como a serigrafia aplicada a azulejos o que levou a que fosse considerados por muitos especialistas como o responsável desta arte em Portugal.

Conseguiu transpor para o azulejo uma pintura aplicada sobre vidrado incolor já cozido a submissão de uma nova cozedura, levando a que o azulejo obtivesse um efeito aguarela com resultados semelhantes aos da pintura a óleo

A sua obra foi marcada pelo surgimento e desenvolvimento de um modelo de azulejaria figurativa de estética e temática historicista e naturalista de gosto tardo-romântico

Durante o seu percurso trabalhou na fabrica de loiça de Sacavém, fábrica de cerâmica Lusitana de Lisboa e de Coimbra, local onde foram executados muitos dos seus painéis com que ficou conhecido.

Todo o seu trabalho sobressai pela qualidade exposta na composição, luz e cor e tem como temática base: Portugal, dada a diversidade e abrangência que é permitida, contextos históricos, etnográficos, religiosos, líricos… uma imensidão que faz fervilhar qualquer mente criativa


“me dediquei a pintar azulejos? Por predilecção que só posso atribuir a influências atávicas da terra de moiros onde nasci. (…) uma vez em Portugal não podia deixar de acordar, no primeiro ensejo, perante as formosíssimas tradições duma arte que, embora importada, soube ganhar fóros de arte nacional”
Jorge Colaço 1933

Deixou-nos um legado superior a 1000 painéis de azulejos que podemos ver em Portugal e no estrangeiro e ao qual facilmente identificamos e ligamos a um local, como por exemplo á cidade do Porto através dos painéis que decoram a belíssima estação de S. Bento ou a Ig. dos Congregados e de S. Ildefonso que conferem uma beleza inconfundível ao local e transformam em admiração de quem visita e para a contemplar a obra.


Convido todos a contemplar as obras de Jorge Colaço e a visitar a exposição patente até 20/6/220 a decorrer no Museu Nacional do Azulejo, Lisboa.


 
 
 

Recent Posts

See All
Old are the rags

Another weekend full of activities, wrapped in rags, my granddaughter and I focused on cutting strips and preparing scraps to build a...

 
 
 
Velhos são os trapos

Mais um fim de semana a fervilhar de atividades, envoltas em trapos eu e a minha neta concentrámo-nos em cortar tiras e preparar retalhos...

 
 
 

Comments


SUBSCRIBE FORM

Stay up to date

follow @oficinadartes2018

  • Facebook
  • Instagram
  • Pinterest

Copyright © 2020 by Oficina D'Artes. Proudly created with Wix.com

bottom of page