Um pouco do muito Escultor João Cutileiro
- Lidia Amarante

- Jan 17, 2021
- 2 min read
Num dos meus vários passeios pelo Ribatejo, detive-me mais uma vez a admirar, o Guerreiro Templário, uma das obras de João Cutileiro que para mim o Guardião do Castelo de Almourol.
Quem não ouviu já falar do Escultor João Cutileiro ou das suas obras? Penso que muito poucos, de certeza que até os mais distraídos já viram alguns dos seus trabalhos aqui e ali, sim porque muitas são as suas obras existentes no nosso Pais e no Mundo.
João Pires Cutileiro nascido a 26/6/1937 e falecido a 5/1/2021 em Lisboa, era o segundo filho de Amália Pires e José Cutileiro (médico da OMS), tendo passado parte da sua juventude a viver em países, viveu e trabalhou em Évora desde 1985.
Desde cedo conviveu com artistas e pensadores até que em 1946 foi convidado pelo artista António Pedro para trabalhar no seu atelier, não achando que seria suficiente e querendo sempre mais, vários foram os ateliers por onde passou.
Foi no mármore que encontrou a sua força de expressão, dedicando-se a ser, como em tempos afirmou «um fazedor de objetos destinados à burguesia intelectual do ocidente».
Várias foram as exposições que efetuou em Portugal e outros Países, tendo conquistado vário uma menção honrosa no Prémio Soquil no ano de 1971, a 3 de agosto de 1983, foi agraciado com o grau de Oficial da Antiga, Nobilíssima e Esclarecida Ordem Militar de Sant'Iago da Espada, do Mérito Científico, Literário e Artístico, recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Évora e pela Universidade Nova de Lisboa e em 2018, recebeu a Medalha de Mérito Cultural em Évora.
Muitas das suas obras estão fixas ao solo e inscritas na pedra. várias delas icónicas e algumas polémicas, muito devido á incompreensão que e incompreensões que o seu trabalho foi provocando ao longo das décadas.
O erotismo, o amor e a nudez são temas habituais nas suas obras, de onde se destacam quase sempre as figuras femininas e voluptuosas em esculturas de mármore, quase sempre mencionadas e conhecidas como as meninas de Cutilieiro.
De entre as obras polémicas e incompreendida pela grande maioria, lembro-me sempre de quando foi inaugurada em 1997 a icónica escultura de homenagem mà revolução de 1974, no cimo do Parque Eduardo VII e ainda hoje conhecida como o “Pirilau” e pretende simbolizar a força viril e o vigor de Abril.
Através das suas obras dá-nos a conhecer a força da palavra, da ação, da criatividade, da liberdade e não conhece pudor.
O Escultor João Cutileiro, conhecido e admirado por muitos, contestado e polémico para outros ficará para sempre ligado á cultura e história e de Portugal.








Comments