Belos e sofridos os rostos das mulheres do Mar
- Lidia Amarante

- Feb 7, 2021
- 2 min read
Alexandro Farto AKA Vhils ou o Graffitti da Margem Sul, como eu e muitos de nós o conhecem.
Outros com certeza questionar-se-ão com certeza para saber se conhecem ou virão alguma obra dele, mas de certeza que já se cruzaram com muitas das obras dele nas paredes devolutas da nossa cidade ou nos comboios, que nos habituámos a ver, umas com apreço outras com desagrado, conseguindo o seu propósito, reação humana aos seus trabalhos.
Por mim falo, as muitas que vi nas carruagens dos comboios, foram vistas com desagrado mas os retratos que preenchem e embelezam as paredes e que lhe deram o devido reconhecimento a nível mundial, fazem-me quase sempre parar, pensar, refletir e admirar de uma forma muito positiva e com apreço e agrado.
Afinal o que tem AKA Vhils a ver com as mulheres do Mar?
Pode-vos parecer estranho, mas para mim foi uma revelação.
Detive na cidade de Esposende a admirar um mural esculpido junto ao Cávado em que o relevo nos transporta aos tempos idos, quando as mulheres trabalhavam lado a lado com os homens, na apanha do sargaço, no cozer das redes ou a espera longa , com a oração nos lábios e os olhos postos no mar, á espera de ver surgir os seus homens em segurança e com o peixe que era e ainda é o sustento de algumas famílias nesta região.
No fim e só no fim, não gosto de ler o nome dos artistas no inicio, para não cair no pré julgamento, descobri que a obra era de AKA Vihls e tal como ali está descrito, para quem conhece o local e penso que também para os restantes, ele conseguiu dar rosto á cidade e poder ás pessoas comuns, contrastando o novo com o antigo de uma forma complexa mas realista.
Investiguei um pouco os seus trabalhos e na realidade acho que lhe é merecido o apreço e reconhecimento que as suas obras têm no mundo.








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